EM CARTAZ

"Aprendam amar a arte em vocês mesmos, e não vocês mesmos na arte" (Constantin Stanislávski)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Teatro Municipal sedia festival inédito ‘Nova Cena 2016’

Novo e moderno, o Teatro Municipal “Waldir Silveira Mello” vai sediar, de 7 a 11 de setembro de 2016, a primeira edição do Festival “Nova Cena”, em comemoração ao retorno do espaço cênico de Marília. Evento é organizado pela companhia teatral da cidade “Quasilá”, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, programa Tauste Ação Social e escola Diretriz Educacional.
Segundo o organizador do festival e diretor do Teatro “Quasilá”, Gustavo César, o evento será de caráter competitivo para grupos convidados da região e de intuito participativo para companhias marilienses. “Não houve seleção para a escolha dos grupos participantes. Todos foram convidados, com ajuda da comissão organizadora do Festaett (Festival de Teatro da Estância Turística de Tupã). Como a maioria dos jurados reside em Marília, achei ético não colocar os grupos locais na concorrência por troféus e premiação em dinheiro. Os artistas marilienses concordaram”, informa.
Para a secretária municipal de Cultura, Tais Monteiro, é um privilégio receber companhias regionais na estrutura do Teatro Municipal recém-inaugurado. “Estamos apoiando o evento, que tem uma programação cheia de atrações e com entrada gratuita, sem custo nenhum para o público acompanhar. Agradeço a todos os grupos por terem aceitado participar como parceiros”, destaca.
Entre as atrações, o grupo Super Adelaide, com a peça “Plano nº 269”, que participou no último dia 27 de agosto do Filo 2016 (Festival Internacional de Teatro de Londrina), está confirmado na programação. Apresentação será no dia 10 de setembro, às 19h. Coletivos, como Tuia das Traia, com “Espectro”, de Marília; Cia Teatro de Coroas, com “Os Dois Cumpadi”, de Valparaíso; Fênix, com “Hades”, de Tupã; Cia de Dentro de Casa, com “#DesligaAí”, de Lins; Elam (Escola Livre de Artes de Marília), com “A Farsa do Boi”, de Marília; Fetalpa (Federação de Teatro da Alta Paulista), com número de palhaços, de Marília; Grupo Urbanóides, com “Desmontagem Urbana”, de Londrina; Ágape, com “A Megera Domada”, de Tupã; Grupo Flor da Rua, de Marília; Grupo Pó Pa Tapá Taio, com “Histórias das Malocas”, de Avaré, e apresentação musical de Juliana Máximo, do Teatro Quasilá, de Marília, compõem o “Nova Cena” 2016.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Cultura, a premiação ficou definida em R$ 1,5 mil para o grupo primeiro colocado, R$ 850, segundo lugar, e R$ 650, para a companhia da terceira colocação. Os artistas Calu Monteiro, Márcio Martins, João Moraes e Gustavo César serão os jurados do festival. No saguão “Ramis Pedro”, na entrada do Teatro Municipal, haverá uma exposição fotográfica de Eduardo Dantas durante os dias de evento. Dantas apresenta, em imagens, registros de apresentações teatrais em festivais pela região.
Mais informações sobre a programação podem ser obtidas pelo telefone (14) 3402-6600, da Secretaria de Cultura.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA
SETEMBRO DE 2016


Dia 07 (FERIADO)

16h00 – Tuia das Traia, com “Espectro” (Marília-SP);

19h00 – Cia Teatro de Coroas, com “Os Dois Cumpadi” (Valparaíso-SP);

21h30 – Grupo Fênix, com “Hades” (Tupã-SP);


DIA 08 (QUINTA-FEIRA)

21h00 – Cia de Dentro de Casa, com “#DesligaAí” (Lins-SP);


DIA 09 (SEXTA-FEIRA)

20h00 – Elam (Escola Livre de Artes de Marília), com “A Farsa do Boi”,

e participação especial de Fetalpa (Marília-SP);


DIA 10 (SÁBADO)

17h30 – Grupo Urbanóides, com “Desmontagem Urbana” (Londrina-PR);

19h00 – Super Adelaide, com “Plano nº 269” (Londrina-PR);

21h30 – Grupo Ágape, com “A Megera Domada” (Tupã-SP);


DIA 11 (DOMINGO)

18h30 – Intervenção externa do Grupo Flor da Rua (Marília-SP);

19h30 – Grupo Pó Pa Tapá Taio, com “Histórias das Malocas” (Avaré-SP);

21h30 – Encerramento com apresentação musical de Juliana Máximo, do Teatro Quasilá, e cerimônia de premiação.


SINOPSES

Super Adelaide, com “Plano nº 269” 
(Londrina-PR)

“Plano nº 269” é um espetáculo-plano para salvar os animais de um zoológico abandonado, onde os animais presos nas jaulas são o público, ou ainda a própria palhaça. A dramaturgia do espetáculo se dá por um roteiro, poucas palavras e muito improviso. Em cena a palhaça, que tem suas origens no bufão, figura que é provocadora, satírica, grotesca e política, não se limita a fazer o público rir, mas desenvolve um pensamento crítico acerca de injustiças, ou de algo a ser mudado.


Cia Teatro de Coroas, com “Os Dois Cumpadi”
(Valparaíso-SP)

Uma comédia, que resgata a cultura popular, especificamente o modo de vida caipira, muito forte e determinante em muitas regiões do Brasil. A história se inicia com crianças brincando em um quintal, e durante essa brincadeira acham um livro e resolvem contar uma das histórias, que narra as desavenças entre uma família pobre, (cumpadi pobre, sua mulher e filha) e seu empregador, o cumpadi rico que explora a família pobre abusando de sua ingenuidade.
Grupo Ágape, com “A Megera Domada” 
(Tupã-SP)

Tendo como base o texto original de Willian Shakespeare, o Grupo Ágape de Teatro apresenta uma parte de sua versão de “A Megera Domada” focando especificamente a história de Catarina, uma jovem que é obrigada a se casar com um grosseiro e divertido jovem chamado Petruquio, que tenta domar a dita megera.
Grupo Fênix, com “Hades” 
(Tupã-SP)

Em meio à penumbra um som oco, agudo e contínuo, que lembra os lamentos de almas penadas, dá o clima de expectativa e alguma tensão. O porvir sempre é excitante, assustador, embora esperançoso. Somos humanos com nossas limitações, nossos exageros, nossos medos, nossas invejas e todas as nossas demais fraquezas refletidas em Radamanto, o sábio, Minos, o justo, e Éaco, o piedoso. Extraindo sentido do que aparentemente não possui sentido algum, o espetáculo vem para subverter a ordem. Aliás, prova que, atualmente, o Tártaro está na superfície.
Cia de Dentro de Casa, com “#DesligaAí” 
(Lins-SP)

O espetáculo “#DesligaAí” conta a história de um adolescente que vê a vida passar diante a uma televisão e do celular e, por eles, descobre o mundo, seus sentimentos e suas emoções. Convidamos você para participar dessa aventura e junto conosco refletir sobre a aquela velha pergunta “O que você vai ser quando Crescer?”.
Pó Pa Tapá Taio, com “Histórias das Malocas” 
(Avaré-SP)

O espetáculo “Histórias das Malocas” remonta, de uma maneira trágico-cômica, as histórias de pessoas humildes contadas na programação radiofônica de uma emissora clandestina instalada em alguma maloca da cidade de São Paulo. Os quadros apresentados durante a transmissão referem-se a vida cotidiana dos moradores das favelas, dos morros, dos desabrigados, usando como principal elemento contador as músicas de Adoniran Barbosa.
Grupo Urbanóides, com “Desmontagem Urbana” 
(Londrina-PR)

Em meio a tanta adversidade, ameaças políticas, burocracias excessivas, desafios profissionais e pessoais, figuras se destacam do cotidiano provocando-nos um repensar das condições humanas.
Teatro Municipal de Marília
OBSERVAÇÃO: 
Crianças com menos de 12 anos de idade devem assistir os espetáculos acompanhados dos pais ou responsável legal.


terça-feira, 7 de junho de 2016

Agora é a vez do Teatro Municipal de Marília!


AVISO: Quem não retirou ou não obteve ingressos antecipados, não tem problema. Cerca de 200 lugares deverão estar livres para quem chegar na hora (dia 23 de junho, nesta quinta-feira, às 20h). Só não pode atrasar, tudo bem? O espetáculo vai começar às 20h em ponto!

Sessão inédita!

Com apoio do programa Tauste Ação Social e em parceria com a Prefeitura de Marília, a companhia “Quasilá” apresenta a premiada peça “Trágicos” na programação de reinauguração do Teatro Municipal “Waldir Silveira Mello”. Apresentação será no dia 23 de junho, quinta-feira, às 20h, com entrada gratuita.
Para o diretor do grupo, Gustavo César, o retorno do Teatro fortalece a classe artística da cidade, que agora conta com um espaço técnico e moderno de alta qualidade, com acessibilidade para todos. “O ‘Quasilá’ surgiu em 2008, um ano antes do fechamento do Teatro Municipal. Neste tempo, ‘sobrevivemos’ com apresentações em espaços alternativos, festivais estaduais e nacionais, e teatros da região. A companhia apresentou mais de dez montagens neste período e obteve dois prêmios estaduais, além de conquistas no Mapa Cultural Paulista, programa do Governo do Estado”, revela.
Os espetáculos do “Quasilá” sempre obtiveram ótima aceitação do público e foram vistos em municípios como Sorocaba (três vezes), Garça (três vezes), Bauru, Tupã (cinco vezes), Bastos (quatro vezes), Ocauçu, Echaporã, Paraguaçu Paulista e em Marília por diversas vezes, no Teatro do Sagrado Coração de Jesus e auditório “Octávio Lignelli”. “Como ator no NAC (Núcleo de Artes Cênicas) do Sesi, me apresentei em Araraquara, Araçatuba, Franca e São José do Rio Preto”, complementa Gustavo César.
A atual peça, “Trágicos”, está em cartaz desde 2015, e acumula conquistas: menção honrosa de “Melhor Iluminação” na edição regional do Mapa Cultural Paulista do ano passado e indicações para “Melhor Iluminação” (Caio César) e “Atriz Revelação” (Jéssica Mariano) na décima quinta edição do Festaett (Festival Nacional de Teatro da Estância Turística de Tupã). O elenco é composto por Gustavo César, Jéssica Mariano e Orlando Netto. A sonoplastia é feita por Marcos Izidoro e a operação de luz por Caio César.
“O objetivo do espetáculo é provocar o público para uma discussão sobre a legalização ou não do aborto no Brasil. Trata-se de um drama, não recomendado para menores de 14 anos de idade. Para a realização da montagem, pesquisamos com afinco o assunto e propostas do Teatro Contemporâneo. O Teatro Municipal de Marília terá uma apresentação de alto nível”, destaca o diretor.

AÇÕES SOCIAIS
A finalidade das apresentações do Teatro “Quasilá” nunca foi lucrativa. Por meio de parceria com o programa Tauste Ação Social, que viabiliza recursos para o custeio de cenário, transporte, figurino e outras despesas, a companhia sempre apresentou uma peça com ingresso valendo doação de alimentos. Os mantimentos são doados para entidades assistenciais da cidade e região. Em Marília, as entidades “Amor de Mãe”, Horta Comunitária “Vinha do Senhor”, Gacch (Grupo de Apoio à Crianças com Câncer e Hemopatias) e Fundo Social de Solidariedade já receberam doações. Em Bauru, o instituto social São Cristóvão também foi ajudado.

SINOPSE DE ‘TRÁGICOS’
O que acontece quando se muda o predestinado? Suas escolhas podem revelar criaturas antes nunca vistas e mudar totalmente o destino. Após interromper processo natural da gestação, talvez irresponsável, uma jovem mulher coloca sua consciência em jogo, em trágicos capítulos de um aborto. Espetáculo traz metáforas sobre uma era “pós-legalização” de ato conhecido também como “feticídio”. O que é legal ou ilegal, moral ou imoral?

Algumas fotos de 'Trágicos' em Tupã, por Eduardo Dantas






Participação de "Trágicos" na 15ª edição do Festaett (Festival Nacional de Teatro da Estância Turística de Tupã) em 2016

Indicações: Melhor Iluminação (Caio César) e Atriz Revelação (Jéssica Mariano)

Apoio: Tauste Ação Social e Prefeitura de Marília

segunda-feira, 23 de maio de 2016

'Trágicos' representa Marília no Festaett 2016

Espetáculo "Trágicos", do grupo "Quasilá", tem apresentação no dia 24 de maio, às 20h, no Festival Nacional de Teatro da Estância Turística de Tupã 2016.

Confira a programação:


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015, com apoio do Tauste Ação Social

Com apoio do programa "Tauste Ação Social", a companhia "Quasilá" de Marília estreou em 2015 o espetáculo de drama "Trágicos", uma reflexão sobre a legalização do aborto levada ao público jovem e adulto para o estímulo do debate. A primeira apresentação ocorreu no Teatro Municipal de Garça, conforme fotos abaixo feitas por Babi Borba.














Ainda na fase de testes, "Trágicos" teve uma segunda sessão no Teatro Municipal de Garça, quando grupo apresentou uma peça mais evoluída e madura. Fotos de Lane Rodrigues.






















Na sequência, grupo levou a nova montagem ao Teatro Municipal de Bauru, com apresentação em prol do Instituto Social São Cristóvão. Companhia arrecadou cerca de 80 quilos de alimentos não perecíveis que foram repassados para a entidade bauruense.





Outra apresentação ocorreu no Clubinho da Sabesp em Tupã. Vale lembrar que todas as sessões tiveram entrada gratuita ou arrecadação de alimentos em benefício de instituições carentes. Finalidade maior da peça era provocar uma discussão sobre o aborto no Brasil, proporcionando conscientização sobre o tema.




"Trágicos" também esteve na edição 2015 do Mapa Cultural Paulista, programa do Governo do Estado. Na oportunidade, grupo foi contemplado com menção honrosa de "Melhor Iluminação" após apresentação no Cine Teatro Municipal em Paraguaçu Paulista.




Por fim, companhia apresentou "Trágicos" no auditório "Octávio Lignelli" em Marília, no intuito de arrecadar alimentos para a campanha "Natal Solidário 2015", promovida pelo Fundo Social de Solidariedade. A Secretaria Municipal de Cultura, por meio da secretária Taís Monteiro, também apoiou as iniciativas do grupo.




Vídeos:

"Trágicos" em Paraguaçu Paulista



"Trágicos" em Bauru


"Trágicos" em Marília


O grupo "Quasilá" agradece a todos os parceiros desta ideia, em especial o Tauste, nas pessoas do Guilherme Cunha e Alexandre Camacho; secretária da Cultura de Marília, Taís Monteiro; público cativo e atores envolvidos no espetáculo: Jéssica Mariano, Orlando Netto, Gustavo César (eu), Caio César (iluminador) e Marcos Izidoro (sonoplasta). Agradecemos também a todos os veículos de comunicação que divulgaram as apresentações de "Trágicos" ao longo de 2015. Em 2016, tem mais! Feliz Natal e excelente Ano Novo!


Sobre a peça

O que acontece quando se muda o predestinado? Suas escolhas podem revelar criaturas antes nunca vistas e mudar totalmente o destino. Após interromper processo natural da gestação, talvez irresponsável, uma jovem mulher coloca sua consciência em jogo, em trágicos capítulos de um aborto. Espetáculo traz metáforas sobre uma era “pós-legalização” de ato conhecido também como “feticídio”.

Em aproximadamente dois anos de laboratório, para montagem do espetáculo, o grupo usou como inspiração trabalhos de Nelson Rodrigues, Samuel Beckett, Teatro Satyros e dados referentes ao aborto no Brasil. Segundo estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mais de 860 mil procedimentos ilegais de aborto foram realizados em 2013 no país. As tragédias alavancaram o coro de entidades pró-descriminalização da prática. Sendo assim, a proposta da montagem é apresentar uma reflexão sobre o assunto, por meio de coreografias, imagens e pouco texto.

Sempre após as cenas do espetáculo, há um debate de 20 minutos com o público presente.



REALIZAÇÃO


APOIO